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Preservar a fertilidade é também pensar no futuro das crianças com cancro

Alguns tratamentos para o cancro pediátrico podem afetar a fertilidade no futuro. Por isso, especialistas defendem que esta possibilidade deve ser considerada desde cedo, procurando não apenas tratar a doença, mas também proteger, sempre que possível, a possibilidade de estas crianças virem a ter filhos na idade adulta.

O ⁠Tampa General Hospital (EUA) recebeu recentemente 400 mil dólares destinados à investigação e aos cuidados em oncologia pediátrica. Parte deste financiamento será aplicada na preservação da fertilidade e no estudo de formas de reduzir o risco de infertilidade associado aos tratamentos.

Pensar na fertilidade desde o tratamento

Drew Galligan, responsável pela área de Hematologia e Oncologia Pediátrica do ⁠Muma Children’s Hospital at TGH (EUA) e da ⁠University of South Florida Health (EUA), explica que tratar eficazmente o cancro continua a ser a prioridade, mas é também importante pensar na saúde futura das crianças.

A preservação da fertilidade pode implicar a avaliação por especialistas, exames, tratamentos específicos, recolha de material biológico e a sua conservação. Segundo Galligan, estes procedimentos podem representar custos que nem sempre são abrangidos pelos seguros de saúde nos EUA, criando dificuldades adicionais para algumas famílias.

A necessidade de abordar o tema torna-se particularmente relevante porque as consequências de determinados tratamentos na fertilidade podem só ganhar importância muitos anos depois, quando a criança chega à idade adulta e pretende constituir família.

A investigação apoiada pelo novo financiamento pretende, assim, contribuir para preservar a fertilidade ou reduzir o risco de infertilidade após o tratamento do cancro pediátrico, integrando a saúde reprodutiva numa visão mais ampla dos cuidados a longo prazo.

À medida que os tratamentos permitem que mais crianças sobrevivam ao cancro, pensar no futuro passa também por considerar as possíveis consequências da terapêutica e procurar proteger, tanto quanto possível, a sua saúde e qualidade de vida depois da doença.

Fonte: Spectrum News

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