A investigadora Marjolein Kes identificou novos possíveis alvos terapêuticos para o tratamento de tumores rabdoides, um tipo raro e difícil de tratar de cancro pediátrico. O trabalho fez parte do seu doutoramento, defendido na Utrecht University (Países Baixos).
Apesar dos tratamentos intensivos, os resultados continuam a ser limitados para algumas crianças com este tipo de tumor. Por isso, os investigadores procuram novas formas de atacar especificamente as células tumorais.
Bloquear os “blocos de construção” do ADN
Durante a investigação, realizada no grupo Drost do Prinses Máxima Centrum (Países Baixos) e no grupo Berkers da Utrecht University (Países Baixos), Marjolein Kes estudou como estas células cancerígenas usam nutrientes para crescer.
A investigadora utilizou organoides, também conhecidos como mini-tumores, desenvolvidos em laboratório a partir de tecido tumoral do biobanco do Máxima Center. Os resultados mostraram que bloquear a produção dos “blocos de construção” do ADN, incluindo através da enzima DHODH, pode reduzir o crescimento das células tumorais e, em alguns casos, levá-las a desaparecer.
Da descoberta ao estudo clínico
Depois do doutoramento, Marjolein Kes vai continuar a trabalhar no Máxima Center, nos grupos Drost e Hulleman. A investigação vai agora focar-se também na gemcitabina, um medicamento já existente que atua no mesmo processo metabólico identificado no laboratório.
O Máxima Center está ainda a desenvolver um estudo clínico com gemcitabina, com o objetivo de perceber se esta abordagem poderá, no futuro, contribuir para melhores tratamentos para crianças com tumores rabdoides.
Apoio à investigação
A investigação de doutoramento e o trabalho de continuidade nos grupos Drost e Hulleman são apoiados pela Stichting Kinderen Kankervrij — KiKa (Países Baixos). Em 2025, Marjolein Kes recebeu também o Tom Voûte Award, atribuído pela KiKa a jovens investigadores promissores.
Fonte: Princess Máxima Center