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Nova imunoterapia mostra resultados promissores em tumores cerebrais pediátricos difíceis de tratar

Uma equipa do  ⁠Children’s National Hospital (EUA) apresentou resultados promissores de uma nova imunoterapia experimental para crianças e jovens com tumores cerebrais que não responderam aos tratamentos convencionais. O estudo foi publicado na revista científica  ⁠Nature Medicine.

O ensaio clínico de fase um incluiu 33 doentes com tumores cerebrais resistentes ao tratamento, entre os quais crianças com glioma difuso intrínseco da ponte (DIPG), meduloblastoma, astrocitoma e glioblastoma.

A estratégia consistiu em recolher linfócitos T do próprio doente e treiná-los, em laboratório, para reconhecer três proteínas frequentemente presentes nas células tumorais. Depois de multiplicadas, estas células do sistema imunitário foram novamente administradas aos doentes para atacar o tumor.

Ao contrário de outras imunoterapias, esta abordagem permite que os linfócitos T reconheçam vários alvos em simultâneo, o que poderá dificultar a sobrevivência das células tumorais que escapam aos tratamentos dirigidos a uma única proteína.

Entre os resultados observados, destaca-se o caso de uma criança de oito anos com astrocitoma recidivante, cujo tumor desapareceu completamente um ano após três administrações da terapêutica e não voltou a surgir. Também um doente com meduloblastoma recidivante e outro com glioblastoma pediátrico permaneciam sem sinais de doença após mais de dois anos e quatro anos, respetivamente.

Os investigadores alertam, no entanto, que estes resultados são ainda preliminares. Como se trata de um estudo de fase um, o principal objetivo foi avaliar a segurança do tratamento, não tendo existido um grupo de comparação. Os efeitos secundários mais frequentes foram fadiga e dores de cabeça. Em dois doentes ocorreu um aumento importante do inchaço do tumor e uma criança com DIPG morreu devido a complicações associadas a esse edema.

Apesar dos resultados encorajadores, a equipa sublinha que serão necessários estudos clínicos de maior dimensão para confirmar a eficácia desta imunoterapia no tratamento do cancro pediátrico.

Fonte: The Chosun

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