Investigadores da University of Houston (EUA) identificaram dois novos alvos terapêuticos que poderão abrir caminho ao desenvolvimento de tratamentos mais eficazes para o rabdomiossarcoma, um tipo raro de cancro pediátrico dos tecidos moles.
Os resultados foram publicados nas revistas Oncogene e Communications Biology.
O rabdomiossarcoma representa cerca de 50% dos sarcomas dos tecidos moles em crianças e aproximadamente 8% de todos os casos de cancro pediátrico. Quando a doença se dissemina para outras partes do corpo, a taxa de sobrevivência situa-se entre 20% e 30%.
Duas proteínas podem ser a chave
Os investigadores descobriram que uma proteína chamada TAK1 desempenha um papel importante no crescimento das células tumorais. Verificaram ainda que estas células dependem de outra via celular, denominada IRE1α-XBP1, para sobreviver.
Nos estudos realizados, o bloqueio de qualquer um destes mecanismos levou a uma redução do crescimento do tumor e favoreceu o desenvolvimento das células cancerígenas para células musculares mais semelhantes às normais.
Segundo a equipa, estes resultados identificam dois potenciais alvos para futuras terapias dirigidas ao rabdomiossarcoma.
Dois tipos de rabdomiossarcoma
O estudo recorda ainda que existem dois principais tipos de rabdomiossarcoma.
O rabdomiossarcoma embrionário é mais frequente em crianças mais pequenas e surge habitualmente na cabeça, pescoço ou região genital.
Já o rabdomiossarcoma alveolar é mais agressivo, afeta sobretudo crianças mais velhas e adolescentes e desenvolve-se, geralmente, nos grandes músculos dos braços ou das pernas.
Embora sejam necessários mais estudos antes de esta estratégia poder chegar à prática clínica, os investigadores consideram que a identificação destes novos alvos representa um passo importante para o desenvolvimento de tratamentos mais direcionados para crianças com esta doença.
Fonte: Medical Xpress