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Novo estudo vai “iluminar” neuroblastoma para ajudar cirurgias mais precisas

Cirurgiões e investigadores iniciaram um novo estudo clínico para tornar a cirurgia ao neuroblastoma mais precisa: a ideia é “iluminar” as células tumorais durante a operação, para as distinguir melhor do tecido saudável. Pela primeira vez no mundo, esta abordagem está a ser aplicada em crianças no Prinses Máxima Centrum (Países Baixos).

O estudo chama-se GLOW-FISH e baseia-se em resultados promissores de laboratório. Em mini-tumores e em modelos animais, os investigadores testaram uma substância fluorescente ligada a um medicamento já existente e verificaram que esta marcação conseguia distinguir de forma clara as células tumorais do tecido saudável.

Porque é importante no cancro pediátrico

No neuroblastoma, o padrão de crescimento do tumor torna, muitas vezes, difícil removê-lo totalmente. A expectativa é que a fluorescência ajude a:

  • remover melhor as células tumorais;
  • preservar mais tecido saudável;
  • melhorar a taxa de cura e a qualidade de vida.

O que o estudo vai avaliar

Ao longo do estudo, a equipa vai:

  • determinar qual a dose mais adequada da substância fluorescente para crianças;
  • confirmar se a fluorescência ajuda, de facto, a cirurgia a ser mais precisa na remoção do tumor.

Willemieke Tummers e Dominique Simons, do programa de investigação clínica em oncologia cirúrgica do Máxima Center, acompanham o projeto como líder e coordenadora do estudo. A equipa acredita que esta abordagem pode permitir “operar de forma mais precisa”, removendo melhor as células iluminadas e evitando tecido saudável.

Quem participa e o que pode vir a seguir

Cerca de 15 crianças que vão ser operadas a neuroblastoma no Máxima Center vão participar no estudo. Em paralelo, os investigadores estão a explorar se este tipo de cirurgia poderá, no futuro, ser aplicado também a crianças com tumor ósseo.

Fonte: Princess Máxima center

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