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Catálogo global de cancros pediátricos abre caminho a imunoterapias mais eficazes

Um novo catálogo internacional de cancros pediátricos poderá acelerar o desenvolvimento de imunoterapias mais eficazes e seguras para crianças com cancro. O projeto, liderado pelo Hudson Institute of Medical Research (Austrália), analisou mais de 200 linhas celulares de alto risco para identificar como o sistema imunitário pode reconhecer e atacar diferentes tumores pediátricos.

O catálogo foi desenvolvido com base na Children’s Cancer Model Atlas (CCMA) — a maior coleção mundial de modelos celulares de cancro pediátrico, que inclui mais de 400 linhas celulares e é usada por investigadores de todo o mundo.

Como funciona o catálogo

A equipa analisou a informação genética das células tumorais para identificar dois elementos fundamentais: os tipos de HLA e os neoantígenos associados. Os HLA são proteínas presentes à superfície das células que ajudam o sistema imunitário a distinguir o que pertence ao organismo e o que é estranho. Os neoantígenos são fragmentos de proteínas anómalas produzidos pelas células tumorais, e que podem ser reconhecidos pelas defesas do organismo.

Ao combinar estas duas informações, os investigadores conseguiram prever quais os neoantígenos que cada tumor pode apresentar ao sistema imunitário, o que abre a possibilidade de desenvolver imunoterapias adaptadas a cada tipo de cancro pediátrico.

Segundo Claire Sun, investigadora principal, esta análise representa “um recurso detalhado de alvos imunológicos com elevado potencial em cancros pediátricos”.

Imunoterapia adaptada a cada criança

A investigação, publicada na revista iScience, mostra que conhecer os tipos de HLA e os neoantígenos de cada tumor pode ajudar a selecionar os melhores candidatos para tratamentos personalizados de imunoterapia, com maior probabilidade de sucesso e menos efeitos secundários.

Yiwen Guan, da mesma equipa, reforça que este trabalho vai ajudar “a orientar o desenvolvimento de imunoterapias mais eficazes e seguras para crianças com cancro”.

Fonte: Medical Xpress

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