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Combinação de fármacos pode oferecer melhor prognóstico para crianças com cancro cerebral grave

Uma investigação liderada por cientistas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, descobriu que uma combinação de medicamentos já existentes no mercado pode oferecer um melhor prognóstico para crianças diagnosticadas com meduloblastoma amplificado pelo gene MYC, uma forma frequentemente mortal de cancro cerebral. A investigação foi realizada em colaboração com o German Cancer Consortium (DKTK) do Hospital Universitário de Dusseldorf, na Alemanha.

Os investigadores verificaram que dois fármacos que já foram aprovados nos testes de segurança de Fase I para outros tumores sólidos têm um impacto significativo nesses tumores quando usados juntos.

Os autores do estudo explicaram que o gene MYC “esconde” os tumores das várias células imunológicas do corpo. E que a combinação de medicamentos em causa (tacedinalina + anti-CD47) foi capaz de desbloquear um mecanismo que impede os macrófagos do sistema imunológico de destruir os tumores. Também tornaram o tumor mais “visível e atrativo” para essas células de defesa do organismo.

“Quando usámos a tacedinalina para desbloquear essas vias e, em seguida, adicionámos o anti-CD47, um medicamento que faz com que os macrófagos se tornem super destruidores de tumores, o tumor tornou-se extremamente ‘visível e atrativo’ para os macrófagos, atraindo-os para ser eliminado”, afirmou o investigador Siddhartha Mitra.

“Esta combinação de medicamentos poderia potencialmente ajudar não apenas a minimizar os impactos negativos do tratamento tradicional deste cancro em crianças, mas também dar aos pacientes diagnosticados com meduloblastoma amplificado pelo gene MYC uma maior probabilidade de sobrevivência”, acrescentou.

O próximo passo será realizar um ensaio clínico para avaliar os efeitos de curto e longo prazo deste tratamento, avançaram os investigadores.

Fonte: News Medical

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