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Nova imunoterapia com células T mostra resultados promissores em tumores cerebrais pediátricos

Uma equipa do  ⁠Children’s National Hospital (EUA) desenvolveu uma nova imunoterapia com células T que poderá abrir novas perspetivas para crianças com tumores cerebrais difíceis de tratar. Os primeiros resultados do ensaio clínico de fase um foram publicados na revista científica  ⁠Nature Medicine.

O estudo avaliou uma terapêutica personalizada que utiliza linfócitos T recolhidos do próprio doente. Em laboratório, estas células são treinadas para reconhecer três proteínas frequentemente presentes nos tumores cerebrais pediátricos e, posteriormente, são administradas por via intravenosa para combater o tumor.

Ao contrário de muitas terapêuticas dirigidas ao cérebro, este tratamento consegue chegar ao tumor através da corrente sanguínea, sem necessidade de injeções diretas no cérebro ou no líquido cefalorraquidiano.

O ensaio incluiu 33 doentes e teve como principal objetivo avaliar a segurança do tratamento e definir a dose mais adequada. A terapêutica foi, de um modo geral, bem tolerada, tendo sido registados poucos efeitos secundários graves.

Embora o estudo não tenha sido desenhado para avaliar a eficácia, os resultados revelaram sinais encorajadores. Três crianças permaneciam sem sinais de doença 31,8, 41,2 e 51,6 meses após o tratamento, sem necessidade de terapêuticas adicionais. Num dos casos, verificou-se o desaparecimento completo do tumor.

Os investigadores estão já a preparar novos ensaios clínicos para avaliar a eficácia desta estratégia em maior detalhe. Um dos estudos irá combinar esta imunoterapia com ultrassons de baixa frequência para facilitar a chegada das células T ao tumor. Outro pretende personalizar ainda mais o tratamento, identificando alvos específicos para o tumor de cada criança.

A equipa considera que estes resultados representam um passo importante no desenvolvimento de novas opções terapêuticas para crianças com cancro pediátrico, sobretudo para aquelas que atualmente dispõem de poucas alternativas de tratamento.

Fonte: Drug Discovery News

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