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Estudo europeu vai investigar se fatores ambientais podem contribuir para o cancro pediátrico

Um consórcio europeu, liderado pelo Princess Máxima Center (Países Baixos), iniciou um grande estudo para investigar se determinados fatores ambientais podem contribuir para o desenvolvimento de cancro pediátrico em crianças, adolescentes e jovens adultos.

Durante muitos anos, acreditava-se que o cancro pediátrico resultava sobretudo de alterações que ocorrem por acaso durante o desenvolvimento do organismo. Atualmente sabe-se que, em cerca de uma em cada 10 crianças, uma alteração hereditária no ADN contribui para o aparecimento da doença. No entanto, o aumento do número de diagnósticos entre adolescentes e jovens adultos tem levado os investigadores a estudar também o possível impacto de fatores ambientais.

O projeto reúne investigadores de nove países europeus e do Canadá e irá analisar exposições que ocorrem antes do nascimento e nos primeiros anos de vida, sobretudo em crianças e jovens com cancros do sangue ou tumores cerebrais.

Numa primeira fase, a equipa irá relacionar dados sobre a ocorrência de cancro pediátrico com informações sobre a exposição a diferentes substâncias ambientais. Investigadores da Universidade de Utrecht (Países Baixos) irão analisar amostras de sangue para identificar substâncias provenientes, por exemplo, da poluição do ar, de pesticidas e até de produtos utilizados nos cigarros eletrónicos.

As substâncias identificadas serão depois testadas em laboratório, utilizando células estaminais humanas, para perceber se podem contribuir direta ou indiretamente para o desenvolvimento de cancro. Caso seja confirmado esse efeito, os investigadores irão procurar uma “assinatura biológica” dessas substâncias no ADN, com o objetivo de reunir evidência científica que possa apoiar futuras medidas de saúde pública.

Segundo Ruben van Boxtel, investigador do Princess Máxima Center (Países Baixos) e coordenador do consórcio europeu CUECAN, identificar mesmo uma única exposição ambiental evitável que aumente o risco de cancro pediátrico poderá representar um avanço importante na prevenção da doença.

O projeto é financiado pela União Europeia e pretende fornecer conhecimento que, no futuro, possa contribuir para reduzir o número de novos casos de cancro pediátrico através de políticas que limitem a exposição a fatores ambientais potencialmente cancerígenos.

Fonte: Princess Máxima Center

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