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Investigadores descobrem 1 700 novas microproteínas que podem abrir caminho a futuras terapias

Uma equipa internacional identificou 1 700 proteínas até agora desconhecidas. Trata-se de microproteínas – muito pequenas – que podem desempenhar funções importantes nas células e estar envolvidas no desenvolvimento de doenças, incluindo cancro pediátrico.

Os investigadores chamam a este conjunto de proteínas parte do “proteoma escuro” e referem-se a estas novas microproteínas como peptideins. O objetivo é perceber rapidamente que papel têm e se podem revelar novos alvos para tratamentos no futuro.

“Percebemos que era mesmo algo novo”

Sebastiaan van Heesch, líder de grupo no Prinses Máxima Centrum (Países Baixos) e no Oncode Institute (Países Baixos), liderou o estudo com dois cientistas dos Estados Unidos (EUA). Segundo o investigador, o momento em que confirmaram a descoberta foi marcante: “Percebemos que isto era mesmo algo novo”.

O que já se sabe – e o que ainda falta descobrir

Leron Kok, doutorando no grupo de Van Heesch, explica que estas peptideins são produzidas aos milhares em cada célula do corpo. E o estudo já mostrou algo relevante: algumas destas microproteínas parecem ser essenciais para a sobrevivência celular — quando são removidas, a célula morre.

Ainda assim, a maioria destas novas proteínas permanece por estudar, e os investigadores reconhecem que há um longo caminho para perceber quais têm impacto real em processos de doença.

Dados abertos para acelerar a investigação

Para acelerar a descoberta, os dados do estudo foram disponibilizados em bases de dados acessíveis a outros cientistas. A ideia é permitir que:

  • outras equipas integrem estas peptideins nos seus próprios estudos;
  • se identifique quando uma proteína surge associada a um processo celular específico;
  • se detetem alterações no ADN ligadas a doença;
  • e se perceba se algumas peptideins aparecem com frequência em certos tipos de cancro, incluindo cancro pediátrico.

Segundo Van Heesch, este passo é essencial para que a investigação avance mais depressa: ao tornar visível o que antes “não aparecia” nos resultados, a comunidade científica pode construir conhecimento em conjunto.

Ligação a trabalho anterior em meduloblastoma

O texto refere que um estudo anterior sobre uma microproteína associada ao meduloblastoma demorou quase quatroanos e foi feito em colaboração com o grupo de John Prensner, da University of Michigan (EUA), dentro do mesmo consórcio internacional.

Fonte: Princess Máxima center

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