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Estudo identifica alterações genéticas em tumores de células germinativas no cancro pediátrico

Um novo estudo analisou as alterações genéticas associadas aos tumores de células germinativas em idade pediátrica, trazendo novos dados que poderão contribuir para o desenvolvimento de terapias mais direcionadas no futuro.

Os tumores de células germinativas são neoplasias raras, representando cerca de 3,5% de todos os casos de cancro pediátrico. Apesar de existirem diferentes subtipos e características clínicas, estes tumores apresentam, de forma geral, uma baixa carga de mutações genéticas. Ainda assim, o conhecimento molecular sobre estes casos em idade pediátrica continua a ser limitado, o que dificulta o avanço de tratamentos personalizados.

Com o objetivo de aprofundar esta caracterização, a equipa de investigação recorreu à sequenciação completa do exoma — uma técnica que analisa as regiões do ADN responsáveis pela produção de proteínas — complementada por análise bioinformática.

Foram estudadas 16 amostras de doentes pediátricos. Em sete desses casos (43,75%), foram identificadas mutações somáticas com potencial impacto oncológico, semelhantes às descritas em tumores equivalentes na idade adulta.

Entre os genes com variantes identificadas encontram-se:

  • KIT (12,5%)
  • KRAS (6,25%)
  • MTOR (12,5%)
  • PIK3CA (6,25%)
  • AKT2 (6,25%)
  • LARP4B (6,25%)
  • ACSL6 (6,25%)

Para além das mutações, os investigadores detetaram alterações no número de cópias de segmentos genéticos — designadas copy number alterations — em vários cromossomas, nomeadamente quatro, sete, oito, 10, 12, 21 e 22.

Estas alterações incluíram:

  • Amplificações genéticas em genes como CDKN1B, KRAS, CCND2, ETV6 e KDM5A
  • Deleções genéticas em genes como KIT e PTEN

Algumas mutações específicas identificadas — como variantes nos genes KIT e KRAS — são consideradas clinicamente relevantes, podendo representar alvos terapêuticos futuros. Outros genes, como MTOR, PIK3CA e AKT2, surgem também como potenciais candidatos para terapias dirigidas.

De forma global, estes resultados contribuem para um melhor conhecimento do perfil genómico dos tumores de células germinativas em contexto pediátrico. A identificação destas alterações abre caminho à investigação de tratamentos mais personalizados, ajustados às características biológicas de cada tumor.

Fonte: Frontiers

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