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Cartão de medicação com base no ADN pode tornar os tratamentos mais seguros e eficazes

Na sequência de uma nova abordagem personalizada na área do cancro pediátrico, está a ser desenvolvido nos Países Baixos um “Cartão de Medicação ADN” que permitirá adaptar os medicamentos às características genéticas de cada criança. A iniciativa junta vários centros hospitalares e poderá estar disponível até ao final de 2026.

Todos os anos, cerca de 600 crianças são diagnosticadas com cancro nos Países Baixos. No momento do diagnóstico, já é prática corrente realizar uma análise completa ao ADN das crianças — tanto das células tumorais como das células saudáveis (ADN germinativo). Para além de ajudar a compreender melhor a doença, estes dados também são usados para perceber de que forma cada organismo pode reagir a diferentes medicamentos, reduzindo os efeitos secundários e aumentando a eficácia do tratamento.

Esta área, conhecida como farmacogenética, analisa como o perfil genético de cada criança pode influenciar a forma como metaboliza medicamentos. A informação recolhida é resumida num cartão digital — o Cartão de Medicação ADN — que poderá ser utilizado por vários profissionais de saúde ao longo da vida da criança, sempre que for necessário prescrever um novo medicamento.

O cartão está a ser desenvolvido no âmbito de uma iniciativa nacional que envolve o Amsterdam UMC, o Leiden University Medical Center (LUMC) e o Maasstad Hospital, em Roterdão (Países Baixos). O Princess Máxima Center, também nos Países Baixos, juntou-se ao projeto este ano.

Segundo as equipas envolvidas, a análise genética é já usada em vários contextos clínicos, como na prescrição de quimioterapia, medicamentos para a dor, anticoagulantes, anti-epiléticos, imunossupressores ou antifúngicos. O objetivo é que, no futuro, sempre que um medicamento for receitado, o sistema informático verifique automaticamente se é necessário ajustar a dose ou escolher uma alternativa mais segura, com base no perfil genético da criança.

A longo prazo, este cartão poderá ajudar a personalizar cuidados não só durante o tratamento oncológico, mas também noutras fases da vida, sempre que houver necessidade de medicar. Porque o ADN de cada pessoa permanece inalterado ao longo da vida, este conhecimento pode acompanhar e beneficiar cada criança para sempre.

Fonte: Princess Máxima Center

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