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Vírus mostram potencial no combate a tumores cerebrais em crianças

Embora normalmente estejam associados a doenças, alguns vírus podem ser aliados no tratamento do cancro pediátrico. Foi essa a aposta de Konstantinos Vazaios, investigador no Máxima Center (Países Baixos), que estudou o uso de vírus oncolíticos para atacar tumores cerebrais em crianças. Em laboratório, estes vírus mostraram-se eficazes a eliminar células tumorais, sobretudo quando combinados com outras formas de imunoterapia.

A imunoterapia tem como objetivo ativar o sistema imunitário para destruir células tumorais. No entanto, este tipo de tratamento tem apresentado resultados limitados em casos de tumores cerebrais pediátricos — e por isso os investigadores estão à procura de abordagens alternativas.

Vírus que atacam células tumorais

Durante o seu doutoramento, Konstantinos Vazaios estudou vários tipos de vírus oncolíticos — vírus que conseguem infetar e destruir células tumorais ao mesmo tempo que estimulam o sistema imunitário. Os testes laboratoriais usaram células de crianças com diferentes tipos de tumor cerebral, tratadas no Máxima Center e noutros hospitais.

Os resultados mostraram que diferentes vírus têm “preferências” por atacar células com determinadas características, o que poderá ajudar a identificar que tipo de tumores podem beneficiar mais desta abordagem.

Combinações promissoras

A investigação decorreu em colaboração com o UMC Utrecht (Países Baixos) e o grupo de investigação Nierkens. As equipas testaram a combinação de vírus oncolíticos com dois tipos de células imunitárias modificadas — as células TEG e as células CAR T.

A combinação dos vírus com estas células aumentou a sua eficácia na destruição de células tumorais. As células CAR T, em particular, mostraram resultados muito promissores. Esta abordagem poderá, no futuro, permitir tratamentos mais eficazes e menos tóxicos para as crianças.

Próximos passos

Os estudos estão ainda numa fase inicial, mas já existem ensaios clínicos a decorrer com vírus oncolíticos em crianças com tumores cerebrais. Um novo ensaio clínico internacional, liderado pelo Máxima Center, deverá arrancar no próximo ano para testar esta abordagem de forma mais alargada.

Konstantinos Vazaios concluiu recentemente o seu doutoramento e pretende continuar a investigação na área da imunoterapia translacional, em especial em terapia celular e genética, possivelmente na Suécia.

Fonte: Princess Máxima Center

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