Uma nova descoberta científica pode ajudar a explicar por que razão alguns casos de leucemia pediátrica não respondem aos tratamentos habituais. Investigadores identificaram um novo subtipo de células cancerígenas associadas à leucemia de células T, um tipo de cancro pediátrico que continua a ter uma taxa de mortalidade elevada.
O estudo foi realizado por equipas do Wellcome Sanger Institute (Reino Unido), Great Ormond Street Hospital (Reino Unido), Addenbrooke’s Hospital (Reino Unido), e da University College London (Reino Unido), e publicado na revista Nature Communications.
Os cientistas mapearam as origens da leucemia de células T e identificaram um novo tipo de célula cancerígena que não responde aos tratamentos atuais. A equipa descobriu também um gene que está ativo nessas células e que pode ser usado para as identificar. Segundo os autores, os testes para detetar estas células podem ser facilmente adaptados a exames já utilizados na prática clínica.
Saber antecipadamente quais as crianças cujo cancro não vai responder à quimioterapia convencional pode ser essencial para ajustar o plano de tratamento, evitando terapias ineficazes e apostando noutras opções com mais potencial de sucesso.
A leucemia linfoblástica aguda (LLA) afeta o sangue e a medula óssea, sendo o tipo mais comum de cancro pediátrico. Existem dois grandes grupos: a leucemia de células B (LLA-B) e a leucemia de células T (LLA-T). A nova descoberta foca-se neste último grupo, que apresenta maiores taxas de resistência ao tratamento.
Segundo um dos autores do estudo, esta descoberta abre caminho para o desenvolvimento de terapias mais eficazes para os casos de LLA-T resistentes. A identificação precoce deste subtipo celular poderá vir a ser decisiva para salvar vidas.
Os investigadores apelam agora a que sejam feitos mais estudos para que estes avanços possam chegar rapidamente às crianças e famílias que enfrentam este diagnóstico.
Fonte: Medical Xpress