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Consulta internacional ajuda a encontrar opções para crianças com leucemias e linfomas difíceis de tratar

A colaboração entre especialistas é essencial no cancro pediátrico, sobretudo quando o tratamento deixa de funcionar ou quando a doença regressa. Para apoiar estes casos mais complexos, oncologistas pediátricos e investigadores especializados em cancros do sangue criaram uma consulta digital internacional dedicada a crianças com leucemia ou linfoma de difícil tratamento.

A iniciativa chama-se International Leukemia/Lymphoma Target Board e foi criada por especialistas do Prinses Máxima Centrum (Países Baixos)⁠.

Quando as opções começam a ser poucas

Nas últimas décadas, a sobrevivência de crianças com leucemia ou linfoma melhorou de forma significativa. No entanto, numa pequena percentagem de casos, a doença regressa várias vezes ou deixa de responder ao tratamento habitual.

Nestas situações, pode ser difícil perceber que opções ainda existem: outro tratamento, um medicamento em estudo ou a participação num ensaio clínico.

Especialistas de 15 países reunidos online

Nesta consulta digital, especialistas de 15 países juntam conhecimentos sobre oncologia pediátrica, biologia dos cancros do sangue, novos medicamentos e ensaios clínicos em curso.

Durante o primeiro ano, foram discutidos 42 casos de crianças de 18 países. Para cada caso, os especialistas formularam recomendações de tratamento. Algumas crianças conseguiram também participar em ensaios clínicos, com o apoio da referenciação internacional feita através desta consulta.

O que acontece a seguir

Os investigadores consideram que esta abordagem estruturada e internacional é necessária para dar a estas crianças acesso ao tratamento mais adequado possível. Além disso, os profissionais envolvidos também aprendem com a experiência de outros centros e países.

As crianças para quem foi feita uma recomendação serão acompanhadas nos próximos anos, para avaliar se o tratamento proposto foi eficaz.

A consulta internacional vai continuar e tem como objetivo discutir cerca de 50 casos por ano de crianças com cancros do sangue muito difíceis de tratar.

Fonte: Princess Máxima Center

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