Está em curso um novo estudo que avalia se um tipo mais moderno de exame PET/CT é tão eficaz quanto o método atualmente utilizado para detetar o neuroblastoma — um tipo de cancro pediátrico que tem origem no sistema nervoso e afeta sobretudo crianças pequenas.
A investigação é conduzida pelo Princess Máxima Center e pelo UMC Utrecht (Países Baixos), com o objetivo de confirmar se o exame [¹⁸F]mFBG PET/CT pode substituir o tradicional [¹²³I]mIBG, tornando o processo de diagnóstico mais rápido, preciso e confortável para as crianças.
Menos tempo, menos desconforto
Atualmente, o exame padrão com [¹²³I]mIBG requer que as crianças permaneçam deitadas e imóveis durante cerca de 1h30. Dado que nove em cada dez casos de neuroblastoma ocorrem em crianças com menos de cinco anos, é frequentemente necessária anestesia — uma experiência difícil para muitas delas. Além disso, a substância radioativa utilizada pode afetar a tiroide, sendo necessário administrar medicação protetora.
O novo método utiliza uma substância diferente, absorvida mais rapidamente e eliminada mais cedo pelo organismo, o que permite imagens de maior qualidade em menos tempo e sem necessidade de medicação complementar. “Queremos provar que o novo método é pelo menos tão eficaz quanto o atual, mas menos exigente para as crianças”, explicou Bart de Keizer, médico nuclear e radiologista do Princess Máxima Center e do UMC Utrecht.
48 exames e uma meta comum
No total, serão realizados 48 exames PET/CT com [¹⁸F]mFBG a crianças com diagnóstico ou suspeita de neuroblastoma. Cada participante realizará também o exame convencional, permitindo uma comparação direta entre as duas técnicas. O estudo é coordenado pelo centro de ensaios e dados do Máxima e liderado por Bart de Keizer e Lieve Tytgat, oncologista pediátrica e líder de grupo de investigação.
“Diagnósticos menos invasivos e mais rápidos podem fazer uma diferença enorme no percurso de uma criança em tratamento”, sublinha Tytgat.
Rumo a um novo padrão
A equipa assegurou previamente a produção da nova substância e a padronização dos critérios de análise de imagem. Caso os resultados sejam positivos, o exame [¹⁸F]mFBG PET/CT poderá tornar-se o novo padrão de diagnóstico do neuroblastoma, oferecendo uma opção mais segura e confortável para as crianças.
O ensaio clínico MFBG PET-CT / PS22PET é financiado pela Fundação KiKa – Crianças Contra o Cancro, que apoia investigações destinadas a melhorar o diagnóstico e tratamento do cancro pediátrico.
Fonte: Princess Máxima Center