Sarah Russell soube, quase de imediato, que algo de errado se passava quando um dos seus filhos gémeos, Jaxon, começou a queixar-se de náuseas constantes.
Pouco tempo depois, a pele deste menino, de apenas 5 anos, ficou cheia de hematomas incomuns; já o seu irmão, Hunter, não apresentava quaisquer sintomas.
“Quando um ficava doente, o outro também ficava. Mas o Hunter estava normal, enquanto o Jaxon se sentia muito cansado, com falta de apetite e tosse”, relembra a jovem mãe.
Depois de vários exames, em outubro de 2019 Jaxon foi diagnosticado com leucemia linfoblástica aguda.
Contudo, as análises moleculares mostraram que o menino apresentava uma mutação rara que, embora indicasse uma forma grave de leucemia linfoblástica aguda, responderia melhor a um medicamento quimioterápico específico.
Logo de seguida, Jaxon iniciou um intenso regime de 9 meses de tratamento e, ao décimo mês, foi considerado livre de cancro; ainda assim, o menino irá continuar a ser sujeito a tratamentos, pelo menos por mais 2 anos e meio, de forma a garantir que o cancro não retorna.
São pacientes como o Jaxon que podem beneficiar de uma abordagem molecular direcionada criada pelo Hudson Monash Paediatric Precision Medicine Program, nos Estados Unidos.
Graças a este banco de dados, existe uma variedade de abordagens de precisão médica que são usadas para testar e desenvolver tratamentos direcionados para pacientes individuais, oferecendo-lhes uma maior probabilidade de sobrevivência e uma melhor qualidade de vida.
“Se o meu filho tivesse sido diagnosticado há mais anos, se calhar não teria tido a oportunidade de superar este cancro e não estaria hoje do meu lado, pronto para iniciar uma nova etapa da sua vida”.
O Hudson Monash Paediatric Precision Medicine Program espera conseguir melhorar significativamente o tratamento, as taxas de sobrevivência e a qualidade de vida de pacientes com cancro infantil.
Financiado pela Children’s Cancer Foundation, este programa serve para testar e desenvolver tratamentos direcionados; a iniciativa inclui um programa genómico funcional e usa células cancerígenas de pacientes individuais para identificar novas terapias direcionadas.
Atualmente, o programa está a expandir o recrutamento de pacientes para cerca de 150 crianças nos próximos três anos, permitindo análises moleculares inovadoras para cada uma destas crianças, através de uma placa de tumor molecular para o cancro infantil que, espera-se, consiga traduzir as descobertas em aplicações clínicas.
Fonte: Mirage News