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Projeto internacional vai mapear “proteínas desconhecidas” que podem abrir novas vias de imunoterapia

A equipa internacional ILLUMINE, que inclui Sebastiaan van Heesch, líder de grupo de investigação no Prinses Máxima Centrum (Países Baixos) e no Oncode Institute (Países Baixos), recebeu uma bolsa do Cancer Grand Challenge para iniciar um projeto ambicioso: mapear proteínas cuja existência só foi reconhecida recentemente.

Estas proteínas são descritas como “matéria escura” do proteoma e incluem microproteínas — moléculas pequenas nas quais Van Heesch se especializa — que podem regular processos importantes nas células, incluindo células cancerígenas, e tornar-se uma chave para novas terapias.

Porque este trabalho pode ser importante

O objetivo do projeto é identificar e caracterizar estas proteínas “misteriosas” de forma sistemática. A ideia é que, se algumas destas proteínas estiverem presentes em células tumorais mas não em células saudáveis, poderão funcionar como alvos para o sistema imunitário, apoiando estratégias de imunoterapia, como:

  • terapias celulares;
  • vacinas terapêuticas.

Uma equipa internacional e financiamento de grande escala

A equipa ILLUMINE reúne investigadores de oito instituições em quatro países e é liderada por Reuven Agami, do Netherlands Cancer Institute – NKI (Países Baixos).

O financiamento é atribuído através do Cancer Grand Challenge, com apoio de:

O projeto poderá receber até 25 milhões de dólares ao longo de cerca de cinco anos. O anúncio refere ainda que, nesta edição, cinco equipas foram selecionadas para financiamento.

“Um mundo por descobrir”

Sebastiaan van Heesch sublinha a dimensão do desafio e o potencial do trabalho: a equipa vai explorar um “mundo ainda por descobrir” de novas proteínas que podem ser decisivas para perceber como as células cancerígenas funcionam — e como essa informação pode ser transformada em terapias mais eficazes no futuro.

Fonte: Princess Máxima Center

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