Numa manhã de dezembro, em 2018, Lilli Durante acordou com um desvio ocular estranhíssimo no seu olho esquerdo.
Preocupados, os seus pais levaram a menina a uma dúzia de médicos até que, finalmente, um deles diagnosticou Lilli com um glioma ocular, cujas células se haviam desenvolvido no nervo ótico.
Caso não tivesse sido diagnosticada a tempo, Lilli poderia ter perdido a visão.

Devido à localização do tumor, os médicos não puderam proceder à cirurgia de remoção, pelo que Lilli começou, quase de imediato, a ser sujeita a sessões de quimioterapia.
Inconformados com as dores que a menina sentia, os seus pais quiseram tornar o tratamento o mais fácil possível para Lilli. E foi desta forma que a menina começou a sua tradição: Lilli usa um vestido de princesa diferente para cada tratamento quimioterápico.

“Ela odiava as gotas oculares. Odiava ter que as tomar. Entao começámos a brincar a um jogo, se ela fizesse os tratamentos todos, podia usar o que quisesse. A partir daí, nunca mais se queixou dos tratamentos”, recorda Courtney, a mãe desta princesa.
“Ela adora usar vestidos grandes, quanto maiores forem, melhor. Quanto mais fofos, mais brilhantes, mais volumosos, melhor.”

Para cada uma das suas 20 sessões de quimioterapia, Lilli, agora com 5 anos, usou sempre um vestido novo.
A menina já foi a Aurora, de A Bela Adormecida, a Cinderella, a Ariel, de A Pequena Sereia, mas o seu vestido preferido é o de Belle, de A Bela e o Monstro.
Alguns dos vestidos são comprados pelos seus pais; outros, foram oferecidos por amigos e familiares.
“No último dia de tratamento, a Lilli levou um vestido com tantos brilhantes, que deixou um rasto de purpurinas pelos corredores do Hospital Infantil de Pittsburgh”, conta, a rir-se, a mãe da menina.

“Ela adora surpreender toda a gente. Algumas enfermeiras tratam-na por ‘sua majestade’ ou ‘princesa’. Ela fica tão contente…ri-se toda e dá beijinhos às enfermeiras todas. Fica encantada”.
O médico de Lilli, Jim Felker, confidencia que todos os profissionais do hospital adoram a pequena Lilli.
“Ela exala uma energia e uma felicidade incríveis. Ela tem muita força, e isso é algo vital para crianças que, tal como a Lilli, são obrigadas a enfrentar esta doença. É muito bom sentir que há uma criança que, apesar de todos os problemas, se sente feliz no hospital. Isso é muito raro”, conta o médico.

Jim Felker revela que, com os tratamentos, o tumor de Lilli já diminuiu de tamanho; isto apesar de a criança ter sofrido uma reação alérgica ao primeiro protocolo de quimioterapia, pelo que os médicos foram obrigados a mudar o tratamento.
Apesar dos bons resultados, a menina ainda tem dificuldades oculares; para além se usar óculos, Lilli tem de usar um tapa-olhos de noite, para ajudar a tratar o seu desvio ocular.
“Muito provavelmente, a Lilli vai precisar de ser sujeita a uma cirurgia para tratar essa questão”, disse a sua mãe; ainda assim, Courtney mantém-se confiante no futuro.

“Ela surpreende-me todos os dias. A força dela, a resiliência. Ela não desiste de nada. O problema continua a ser as gotas. Incrível, não é? A quimioterapia não a assusta, mas as gotas de colírio…isso é que é mais complicado”.
Fonte: MSN