O neuroblastoma é um tipo de cancro responsável por 15% do total de mortes por cancro infantil, cuja taxa de sobrevivência é de cerca de 50%.
Agora, e pela primeira vez, investigadores do Children’s Cancer Institute, na Austrália, descobriram que um gene chamado JMJD6 desempenha um papel importante na forma mais agressiva da doença.
Publicada na revista Nature Communications, a descoberta abre um novo caminha para tratar o neuroblastoma, através da utilização de fármacos direcionados a esse gene.
Um ganho na região cromossómica 17q está associado à forma de neuroblastoma com pior prognóstico, no entanto os genes particulares dentro dessa região cromossómica que são importantes no neuroblastoma – e, portanto, potenciais alvos de medicamentos – têm, até agora, iludido os cientistas.
Os investigadores do Children’s Cancer Institute encontraram um gene candidato, chamado JMJD6, de uma base de dados de 209 pacientes, que estava ativo em mais de um em cada quatro pacientes com a forma agressiva de neuroblastoma.
Ao “desligarem” o gene em linhas celulares de neuroblastoma e em modelos animais com a doença, os cientistas descobriram que isso levou a uma redução no crescimento de células de neuroblastoma, a uma redução na progressão tumoral e a um aumento da sobrevivência.
É importante ressaltar que a equipa usou uma combinação de fármacos que visavam a expressão do gene JMJD6 em ratos; os cientistas descobriram que, após três semanas de tratamento, o tamanho do tumor do neuroblastoma foi reduzido em 80% em relação ao grupo de controlo.
Segundo os cientistas, medicamentos semelhantes aos usados neste estudo estão atualmente em testes clínicos para outros tipos de cancro, o que torna mais provável que esta estratégia de tratamento específica esteja disponível para ensaios clínicos sobre o neuroblastoma.
Fonte: Eurekalert