Noa Wijnen, médica-investigadora, vai defender a sua tese de doutoramento sobre o tratamento da leucemia mieloide aguda em crianças. A investigação parte de uma pergunta central: como garantir que crianças com esta doença, em qualquer parte do mundo, têm a melhor probabilidade possível de sobrevivência?
A leucemia mieloide aguda é uma forma de cancro pediátrico que exige tratamento intensivo e acompanhamento rigoroso. Mas os resultados variam muito entre países. Enquanto nos Países Baixos as taxas de sobrevivência tendem a ser mais favoráveis, em muitos países de baixo e médio rendimento a realidade é diferente.
Estas desigualdades estão muito ligadas às condições em que as crianças são tratadas, incluindo o acesso a medicamentos, antibióticos, produtos sanguíneos, nutrição, cuidados de enfermagem e unidades de cuidados intensivos.
O papel dos cuidados de suporte
Durante o primeiro ano de doutoramento no Prinses Máxima Centrum (Países Baixos), Noa Wijnen avaliou, entre outros aspetos, a implementação de um protocolo adaptado de tratamento da leucemia mieloide aguda no Quénia.
A investigação mostrou que as infeções são uma das principais causas de morte entre crianças com cancro nesse contexto. Por isso, uma parte importante do trabalho centrou-se nos cuidados de suporte — cuidados que ajudam a prevenir, tratar ou reduzir efeitos secundários do tratamento, como as infeções.
Encontrar o equilíbrio certo
A tese aprofunda a relação entre o tratamento dirigido ao cancro e os cuidados de suporte. No caso da leucemia mieloide aguda, este equilíbrio é essencial: tratar a doença de forma eficaz, mas garantindo que a criança tem condições para resistir aos efeitos do tratamento.
Para Noa Wijnen, olhar para a oncologia pediátrica numa perspetiva internacional não é algo separado dos bons cuidados. É parte essencial do esforço global para melhorar a sobrevivência no cancro pediátrico.
Fonte: Princess Máxima Center