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Lauren, a sobrevivente de cancro infantil que transformou dor em filantropia

Fazer exercício físico é quase uma obrigação para Lauren Nelson.

“Se eu não fizer exercício, isso vai afetar a minha vida e o meu corpo. Por isso, todos os dias eu venho até ao Soulful Fitness e exercito-me”.

Para além de treinar, é também neste ginásio que Lauren confraterniza com uma das suas melhores amigas e mentora, Lisa Martin, a proprietária do ginásio.

E foi também neste ginásio que Lauren deu inicio ao projeto do seu coração, a Roar Philanthropy.

“Nos últimos 2 anos, a Roar Philanthropy já conseguiu angariar mais de 100 mil dólares (cerca de 93 mil euros) para organizações sem fins lucrativos dedicadas à área da oncologia pediátrica. No fundo, este projeto tem duas vertentes: ajudar as organizações sem fins lucrativos a elevar as suas estratégias de captação de recursos e trabalhar com crianças com cancro, ou sobreviventes, que estejam mais vulneráveis”, explicou a criadora.

Este objetivo de ajudar crianças com cancro surgiu na infância – “a minha irmã mais nova foi diagnosticada com Tumor de Wilm, quando tinha 3 anos. Cerca de 7 meses depois, eu fui (na altura com 6 anos, fui diagnosticada com o mesmo tipo de cancro”.

Felizmente, as duas irmãs sobreviveram.

Mas os efeitos psicológicos foram brutais para Lauren, que entrou em profunda depressão.

“Não sei explicar, mas sentia-me culpada por ter tido aquele cancro. Era uma dor que me corroía, um sentimento de profunda tristeza. Num momento de desespero, tentei suicidar-me. Mas nesse mesmo momento, percebi que isso não era a solução, que a solução passava por me agarrar à vida e lutar, por mim e por todas as crianças com cancro”.

A Roar Philanthropy surgiu a partir da dor que Lauren sentia

“No dia em que expulsei todo aquele odio de mim, tornei-me uma pessoa melhor. Pus toda a minha frustração na criação deste projeto maravilhoso e, hoje em dia, sou a mulher mais feliz do mundo!”.

Fonte: Spectrum News

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