O primeiro ano em que Tasha Ives celebrou o Natal em outubro foi o mais difícil de toda a sua vida.
Foi nesse ano que a sua filha Sidney, de 11 anos, morreu, depois de ter sido diagnosticada com um tumor no cérebro.
“Lembro-me de a minha filha ter olhado para mim e dizer-me que estava pronta. Que sabia que ia morrer e que isso não lhe metia medo”.
“Nos poucos meses que antecederam à sua morte, nós já não pensávamos na sobrevivência, mas sim em proporcionar à Sidney alguma qualidade de vida. Sabíamos que tínhamos pouco tempo… podiam ser meses, dias ou apenas momentos com ela”.
Naquele ano, Sidney pintou um quadro para cada membro da família, dizendo o quanto os amava.
“Ver minha filha tão em paz fez-me querer manter as tradições. O Natal é a minha época favorita do ano e eu não queria deixar que o luto me roubasse isso”.
Desde que Sydney morreu, a família começou a comemorar o Natal mais cedo, tal como fizeram no seu último ano de vida.
“A árvore de Natal é montada a 7 de novembro, o dia e que assinalamos o aniversário da morte da Sydney”.
Para Tasha, a chave para enfrentar esta época natalícia é “tentar encontrar uma fonte de esperança”.
Nos anos após a perda de Sidney, Tasha e o seu marido começaram a tentar ajudar outros pais em luto que conheceram no hospital onde a sua filha recebeu tratamento: o St. Jude Children’s Research Hospital.
“Todos nós sofremos de maneiras diferentes, mas eu aprendi o quão bom é falarmos sobre os nossos filhos. Recordá-los, recordar a sua vida, o seu sorriso, mencionar o nome deles. E é isso que fazemos hoje, celebramos a vida da Sidney e de todos aqueles que, tal como ela, já não estão entre nós”, diz Dean Ives, o pai da menina.
Ao mesmo tempo, Tasha escreveu sobre o luto e a perda dos pais para a revista Pediatric Blood & Cancer, onde explicou que, tanto ela como seu marido, encontraram na ajuda a outras famílias uma forma de se ajudarem a eles próprios.
“Nós não fingimos que a nossa dor não existe. Ela existe e existirá para sempre. Apenas tentamos, todos os dias, amenizá-la, celebrando a nossa filha da melhor maneira que podemos”.
Fonte: USA Today