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Quando os 3 filhos são diagnosticados: a história da família Rush

Descobrir que um filho tem cancro é uma das piores sensações que uma mãe e um pai podem viver, mas Aaron e Angie Rush estão a viver o pior pesadelo de todos os pais: os seus três filhos foram diagnosticados com a mesma forma rara de cancro ocular: o retinoblastoma.

A difícil jornada da família Rush começou em 2015, quando os médicos diagnosticaram o seu filho mais velho, Tristen, com retinoblastoma; a notícia foi um golpe difícil para o casal natural dos Estados Unidos, que fez aparecer fantasmas do passado.

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Em criança, Angie tinha sido diagnosticada com esta mesma doença tendo, inclusivamente, perdido um olho; antes de a mulher pensar em engravidar, os médicos disseram que havia uma probabilidade de 50% de a descendência vir a ter a doença.

Ainda assim, o casal nunca poderia imaginar que, nos anos seguintes, ouviria o mesmo diagnóstico mais duas vezes – em 2017, quando Caison nasceu, e novamente em 2019, com a chegada do terceiro filho, Carter.

“Sinto-me culpada. Todos os dias penso que fui eu quem trouxe esta doença para as nossas vidas”, confessa Angie.

O retinoblastoma é um tipo de cancro que se desenvolve na retina e, segundo a Cancer.org, “é o tipo mais comum de cancro ocular em crianças”; numa em cada 3 crianças a condição é congénita.

No caso da família Rush, foi isso que aconteceu nos seus dois primeiros filhos; já no caso de Carter, o bebé nasceu livre de cancro, e só passados meses desde o seu nascimento é que a doença foi diagnosticada.

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Se não for tratado, o retinoblastoma é quase sempre fatal, razão pela qual a intervenção precoce é fundamental.

O bebé Carter está prestes a ser sujeito aos mesmos tratamentos que os seus irmãos já receberam – 6 meses intensos de quimioterapia e tratamentos a laser contínuos.

Para a família, este está a ser um momento muito desgastante, seja a nível emocional, físico ou financeiro.

De fato, os exorbitantes custos médicos já forçaram esta família a vender a sua casa; neste momento, estas 5 pessoas estão a viver em casa de familiares para economizar dinheiro.

“Nós abdicamos de qualquer coisa para podermos fornecer os melhores cuidados de saúde possíveis aos seus filhos, custe o que custar! E custa muito, porque o dinheiro não estica, e nós temos 3 filhos doentes”.

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A família criou uma página GoFundMe, onde conta com a solidariedade de terceiros para ajudar nos custos do tratamento.

“Ter de lidar com as incógnitas do cancro é muito stressante… a isso ainda temos que adicionar o stress financeiro associado às inúmeras consultas médicas, internamentos hospitalares e falta de trabalho”.

Até ao momento, a família angariou mais de 52 mil dólares (cerca de 47 mil euros) que ajudarão nos pagamentos dos tratamentos.

Mas a família angariou também muito “amor, apoio e orações” de milhares de pessoas.

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Ainda assim, a batalha está longe de terminar.

Mas a família também espera que, ao partilhar sua história, possam ajudar a aumentar a consciencialização sobre o quão severamente subfinanciada é a pesquisa sobre o cancro infantil.

Nos Estados Unidos, de acordo com a National Pediatric Cancer Foundation, apenas 4% do financiamento federal para pesquisa do cancro é direcionado ao estudo do cancro infantil; contudo, por dia, cerca de 43 crianças são diagnosticadas com alguma forma da doença, o que torna o cancro a principal causa de morte por doença entre as crianças.

“Acredito que um maior financiamento para a pesquisa levaria ao desenvolvimento de menos efeitos secundários. Isso permitiria que estas crianças passassem menos tempo no hospital e mais tempo a serem crianças”, diz Angie.

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A família está agora empenhada no tratamento do bebé Carter, que deverá regressar ao hospital durante este mês de fevereiro, para realizar a segunda fase do tratamento.

“Ele está feliz, e isso aquece-nos o coração. Ele é muito pequenino, não tem qualquer noção daquilo por que está a passar. E isso é uma bênção”, conta, emocionada, a mãe destes três guerreiros.

Fonte: The Stir

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