Um novo estudo mostrou que cada vez menos sobreviventes de cancro infantil sofrem de problemas cardiovasculares decorrentes do tratamento; ainda assim, os investigadores alertam que a prevenção e o acompanhamento não devem ser descurados.
Durante mais de 20 anos, cientistas acompanharam mais de 23 mil sobreviventes de cancro infantil, num estudo ao qual foi dado o nome de Childhood Cancer Survivor Study.
As conclusões foram agora publicadas na revista BMJ, com os investigadores a descobrirem que o risco de doenças cardiovasculares diminuiu constantemente entre as décadas de 1970 e 1990.
O estudo observa que a exposição à radiação nesse período caiu de 77% para 40%; os sobreviventes de linfoma de Hodgkin foram os responsáveis pela maior parte do declínio.
A investigação encontrou uma exceção em sobreviventes de neuroblastoma, que mostraram ter uma maior propensão para problemas relacionados com insuficiência cardíaca; segundo os cientistas, isto acontece porque os tratamentos para este tipo de cancro se intensificaram nas décadas de 1980 e 1990.
Os investigadores salientam os esforços que têm vindo a ser feitos para modificar as terapias contra o cancro infantil e para melhorar a monitorização da saúde dos sobreviventes, mas ainda assim afirmam que os riscos cardiovasculares continuam a ser um problema significativo que abrange pacientes com cancro de todas as idades.
Fonte: WIBW