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Walker, o menino que foi diagnosticado durante um exame de rotina

Quando Walker, na altura com 6 anos, foi diagnosticado com um tumor cerebral durante um exame oftalmológico de rotina, a sua mãe, Tara Lipton, decidiu que não iria desistir até que o cancro infantil recebesse a atenção necessária.

Natural dos Estados Unidos, Tara lembra-se de estar no consultório médico quando, durante o exame, o oftalmologista lhe disse que o seu filho deveria fazer uma ressonância magnética.

“A minha reação imediata foi perguntar ‘quando?’ e ‘porquê?’. Mas só obtive resposta a uma das questões: ‘agora’”, recorda a mãe de 4 filhos.

A ressonância magnética do cérebro confirmou as suspeitas do médico: Walker tinha um meduloblastoma, o tipo mais comum de tumor cerebral infantil.

Durante um exame de rotina, os oftalmologistas conseguem detetar alterações no campo de visão e no nervo ótico, condições que podem indicar cancro.

O cancro no cérebro pode ter sintomas, como dores de cabeça persistentes ou dificuldades na visão, mas “Walker nunca se tinha queixado”.

“Ele era uma criança perfeitamente normal. Adorava correr, divertir-se, estar com os irmãos, ir à escola… Não havia nada que indicasse que ele podia estar doente”, relembra Tara.

Curiosamente, Tara lida diariamente com o cancro, uma vez que faz parte do conselho de administração da Children’s Cancer and Blood Foundation. Graças à sua posição, Tara conseguiu entrar em contato com alguns dos principais especialistas em cancro infantil da cidade de Nova York.

Após o diagnóstico, Walker foi rapidamente submetido a uma cirurgia, onde os cirurgiões foram capazes de remover o tumor na sua totalidade. Após a cirurgia, o menino iniciou um regime de tratamento rigoroso, que incluiu quimioterapia e radioterapia.

Já passaram 2 anos, e Walker está hoje livre de cancro.

Tara e o seu filho, Walker. – Fonte: DR

“Tivemos muita sorte! Eu lido todos os dias com o cancro, mas nunca pensei que isto nos pudesse acontecer a nós. Hoje, toda a minha família tem a consciência do quão frágil a vida pode ser”, disse Tara.

O menino continua a ser seguido de perto pelos médicos e é sujeito a exames trimestrais para garantir que tudo corre bem.

Muitas das terapias usadas em crianças com cancro podem causar danos secundários; Walker, por exemplo, sofre de problemas na tiroide.

“A quimioterapia e a radioterapia oferecem uma possibilidade de cura, mas isso geralmente tem um custo”, disse Mark Souweidane, um dos médicos que acompanhou Walker.

Em vez de se focar nos “porquês?”, Tara canalizou toda a sua energia em angariações de fundos e ações de consciencialização para o cancro cerebral infantil.

“Nem eu, que trabalho com o cancro, tinha a noção das dificuldades que a oncologia pediátrica enfrenta. É preciso alertar para a necessidade de investimento, de pesquisas, de ensaios clínicos, de novos tratamentos…E essa tornou-se a minha missão de vida”, explicou esta mãe que não quer que outras crianças passem pelo mesmo que Walker passou.

Fonte: Reader’s Digest

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