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Oscar, o pequeno guerreiro que travou uma grande batalha

Quando Oscar adoeceu, os sinais de aviso foram muito poucos.

O menino de 4 anos de idade, natural de Townsville, na Austrália, era um rapaz saudável e feliz até ter ficado tão doente que os seus pais tiveram que levá-lo ao hospital.

A mãe, Angela Dickeson, lembra que os sintomas da doença só apareceram pouco antes de a ser diagnosticada.

“Um dia, ele começou a queixar-se com dores de estômago e a vomitar. Dizia que lhe doía a barriga, mas continuava cheio de energia”, recorda.

Mas 24 horas depois, o estômago de Oscar ficou muito inchado e os seus pais, preocupados, foram de imediato com a criança para o hospital.

“Os médicos acreditavam que se tratava de uma apendicite e ele foi operado nessa mesma noite. Mas depois, perceberam que havia algo mais… Menos de um dia depois, o meu filho foi diagnosticado com cancro. Em 12 horas, a nossa vida mudou. Fomos encaminhados para Brisbane, onde o Oscar começou logo a ser submetido a tratamentos”.

Oscar foi diagnosticado com o linfoma de Burkitt, uma forma de cancro agressivo de rápida progressão. Quando foi transferido para o Hospital de Brisbane, os exames revelaram a existência de múltiplos tumores no peito de Oscar, além do tumor original no seu estômago.

Oscar e a sua mãe, Angela. – Fonte: DR

“Os tratamentos foram muito intensivos, o meu filho sofreu muito. Fomos sempre honestos com ele durante o tratamento, respondíamos a qualquer pergunta que ele fizesse; inclusivamente, trabalhámos com terapeutas ocupacionais para o ajudarmos a entender melhor o que se estava a passar com ele”, conta Angela.

“Demos o nome de ‘Capitão Quimio’ à sua quimioterapia. Ele não sabia o que era a quimioterapia, era demasiado novo para isso, mas com este truque ele percebeu que precisava do ‘Capitão Quimio’ para o ajudar a combater o cancro”.

Apesar dos tratamentos agressivos, Angela diz que Oscar continuou a ser “mesmo menino feliz e atrevido que sempre foi”.

Durante os tratamentos, Oscar tentou sempre manter-se positivo. – Fonte: DR

“Só no último ciclo de quimioterapia é que ele mudou. Esse foi um período muito difícil. Ele já não queria ter de suportar aquelas dores. Foi a única vez que fugiu de mim. Foi muito perturbador ver o meu filho a esconder-se na enfermaria para que eu não o levasse para os tratamentos. Senti-me uma má mãe, uma mãe que fazia mal ao seu filho”.

“Mas, graças a Deus, tudo isso já faz parte do passado”, revela, com um sorriso de orelha a orelha.

Hoje em dia, Oscar encontra-se em remissão.

Oscar, juntamente com a sua irmã e os seus pais. – Fonte: DR

“O meu filho voltou a ser uma criança feliz e saudável. Já corre, já pratica desporto, já vive a vida. Ele sempre teve a noção daquilo que estava a acontecer com ele e acho que, também por isso, ele sente que tem de aproveitar ao máximo esta nova oportunidade”.

Fonte: Honey 9

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