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Kenni, a menina de 2 anos que sobreviveu a um cancro raro  

Depois de um tratamento bastante intensivo contra um tipo raro de cancro, McKenna, ou Kenni, como é carinhosamente chamada, uma menina de apenas 2 anos, entrou em remissão e, como vem sendo tradição em alguns países, celebrou esta conquista tocando no “sino da esperança”.

Kenni foi diagnosticada com cancro aos 2 anos. – Fonte: DR

Tudo começou em janeiro deste ano, quando os pais de Kenni, Michael e Meagan, foram alertados pela creche de que a sua filha estava com febre.

Nesse mesmo dia, a barriga da criança começou a inchar, o que fez com que os progenitores levassem Kenni ao pediatra, que os descansou, dizendo que eram apenas gases.

Mas como os sintomas teimavam em não passar, Meagan decidiu levar a sua filha até ao hospital.

Depois de vários exames, a menina foi diagnosticada com um tumor maligno do saco vitelino no ovário, em estágio III, um tumor raro que surge a partir das células que revestem o saco vitelino do embrião; para além disso, os médicos também verificaram a existência de vários tumores no abdómen da criança, assim como um perto do seu fígado.

Kenni e os seus dois irmãos. – Fonte: DR

De acordo com a publicação DailyMail, este tipo de cancro raro é mais frequente em crianças com idades entre 1 e 2 anos; ainda assim, representa apenas um por cento de todas as neoplasias ovarianas.

“Os médicos disseram-me que este cancro era muito, muito raro”, recorda Meagan.

Dias depois do seu diagnóstico, Kenni foi submetida a uma cirurgia para remover o ovário direito e parte do seu intestino delgado; no final de fevereiro, a menina começou a fazer quimioterapia.

“Depois da primeira ronda de quimioterapia, a McKenna começou a perder o cabelo. Esse período foi muito doloroso. Ela estava sempre indisposta, com náuseas, sem apetite, não conseguia parar de vomitar. E nós ali, sem podermos fazer nada”, conta, emocionada.

A menina foi sujeita a tratamentos muito intensivos. – Fonte: DR

Mas as boas noticias chegaram quando, a 12 de junho, a menina foi declarada como tendo entrado em remissão.

“Quando entrámos no consultório, a Dr. Katie Sutton, a oncologista pediátrica da Kenni, disse-nos que não havia vestígios de cancro nos exames. Que a minha filha estava livre de cancro”.

“Eu e o meu marido abraçámo-nos e chorámos. Foi impossível conter a emoção. A nossa filha está curada”, conta Meagan ao Daily Mail.

“Apesar de sabermos que existe sempre o perigo de recidiva, estamos muito otimistas. Agora não é altura para pensarmos em coisas más. Vai correr tudo bem. Mesmo assim, por enquanto, a Kenni vai ser sujeita a alguns exames, a cada seis meses”.

O sorriso de Kenni, no dia em que soube que estava curada. – Fonte: DR

 

A experiência desta família levou Meagan e Michael a incentivarem os pais a pedirem sempre uma segunda opinião médica quando se trata da saúde das crianças.

“Temos que confiar no nosso instinto. Os médicos são humanos e, por isso, também podem falhar. Apesar de não culparmos o primeiro médico onde levámos a Kenni, a verdade é que incentivamos todos os pais a pedirem uma segunda opinião médica. Isso pode fazer toda a diferença”, explica Michael.

“Este unicórnio venceu o cancro”, lê-se na t-shirt da menina. – Fonte: DR

Fonte: Daily Mail

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