Search

A sobrevivente que dedicou a sua vida ao cancro infantil

A sobrevivente Heather Patterson está livre do cancro desde criança, mas isso nunca a impediu de lutar por todas as crianças que, tal como ela, um dia foram confrontadas com um diagnóstico de cancro infantil.

Heather foi diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda quando tinha apenas 3 anos de idade.

Nessa altura, os dias em que tinha de fazer tratamentos eram sinónimos de grandes viagens, desde a sua terra natal, nos Estados Unidos, até ao St. Jude’s Children’s Research Hospital.

“Quando eu fui diagnosticada, o cancro infantil não era algo tão comummente falado como é hoje…se hoje faltam estruturas de apoio, naquela altura elas eram praticamente inexistentes”.

Heather acredita que o apoio de todos é fundamental na luta contra o cancro infantil. – Fonte: DR

Heather entrou em remissão e o cancro não recidivou, mas isso não significou que os seus problemas tivessem deixado de existir.

Desde criança que a sobrevivente tem sido obrigada a lidar com uma série de problemas médicos relacionados com os tratamentos a que foi sujeita.

E depois, em 1997, Heather foi diagnosticada com um tumor cerebral benigno.

Nesse mesmo ano, a mulher começou a trabalhar para a Relay for Life, uma organização que apoia a pesquisa sobre o cancro infantil.

“A Relay for Life foi a nossa tábua de salvação, a minha e a da minha família. O meu irmão e a minha mãe começaram a trabalhar para esta organização pouco depois de eu ser diagnosticada. Eu entrei depois”, conta.

“Todos nós tivemos necessidade, de uma maneira ou de outra, de trabalhar para a consciencialização do cancro infantil. O meu cancro afetou-nos a todos”.

Hoje em dia, Heather faz palestras motivacionais. A sua inspiração? Um texto que escreveu quando tinha 18 anos, onde descrevia a sua experiência enquanto paciente de cancro infantil.

“As pessoas têm medo de falar. Assusta-as, ainda hoje, falar de cancro. E é por isso que eu faço estas palestras”, explica a sobrevivente.

A Relay for Life faz parte da American Cancer Society. – Fonte: DR

“Eu sinto-me na obrigação de contar a minha história. Quero que todos saibam o valor da perseverança, da coragem. O cancro afeta toda a gente ao nosso redor e o pior é que nunca ficamos totalmente curados. Há sempre uma probabilidade, mesmo que ínfima, de recidiva. Por isso é que todos, doentes, crianças, familiares e médicos, temos que nos manter unidos. Temos que nos apoiar mutuamente”.

“Precisamos de toda a gente para combater o cancro, e acreditem, a luta não é nada fácil. Aliás, é mais do que apenas a luta. É sobre não desistir e sobreviver quando as coisas ficam difíceis”.

Fonte: The Times

Explore
Drag