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Cientistas tentam travar cancro infantil agressivo

Os tumores rabdoides malignos são um dos tipos de cancro infantil mais raros, agressivos e fatais.

Nos Estados Unidos, cerca de 20 a 25 novos casos são diagnosticados todos os anos, sendo que ainda não existe um tratamento padrão eficaz para combater a doença, que é impulsionada pela perda de uma proteína intitulada SNF5.

A probabilidade de uma criança sobreviver após um ano de diagnóstico é considerada “muito pequena”.

Agora, investigadores da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, descobriram que uma proteína, denominada MYC, pode ser uma das causas do desenvolvimento dos tumores rabdoides; esta proteína, chamada de “pró-cancro” pelos cientistas, é normalmente inibida pela SNF5; com a perda da SNF5, a MYC deixa de ser inibida, pela que se dá uma aceleração do crescimento do cancro.

Num artigo publicado na revista Nature Communications, os cientistas concluíram que o bloqueio da MYC pode ser eficaz no tratamento de tumores rabdoides, bem como outros tipos de cancro causados ​​pela inativação de SNF5.

“Uma das dificuldades em tratar doenças como os tumores rabdoides é que elas são impulsionadas pela perda de uma determinada proteína da célula tumoral”, disse William Tansey, investigador e professor de Biologia Celular e do Desenvolvimento.

O investigador é um especialista internacionalmente conhecido pelos seus trabalhos no âmbito da MYC, uma família de três proteínas relacionadas que são super-expressas em casos de cancro e que contribuem para uma estimativa de 100 mil mortes por cancro, todos os anos, nos Estados Unidos.

“Ao mostrarmos que a MYC é ativada pela perda da SNF5, conseguimos identificar um potencial alvo de tratamento”, continuou.

As proteínas MYC funcionam como reguladores transcricionais, que controlam a expressão de milhares de genes ligados ao crescimento, proliferação, metabolismo e instabilidade genómica das células.

William Tansey e os seus colaboradores estão agora empenhados em determinar quais os mecanismos básicos da ação da MYC que podem levar a novas estratégias para atingir a proteína.

Usando abordagens bioquímicas e genómicas, os cientistas demonstraram que a SNF5 inibiu seletivamente a ligação da MYC ao ADN, algo que é necessário para a sua função tumorigénica.

Por conseguinte, a reintrodução da SNF5 em células de tumores rabdoides também deslocou a MYC da cromatina, inibindo programas de expressão de genes “pró-cancerígenos”.

Fonte: Eurekalert

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