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Tratamento para leucemia pode vir a ser adaptado

Avanços na triagem rápida de células de leucemia para suscetibilidade e resistência a medicamentos estão a aproximar os cientistas do tratamento adaptado a pacientes com leucemia mieloide aguda.

Pesquisas sobre as respostas de fármacos com células estaminais de leucemia podem revelar o porquê de algumas tentativas de tratamento não serem bem sucedidas ou o porquê de os resultados inicialmente promissores do tratamento não serem sustentados.

A leucemia mieloide aguda é um distúrbio grave de certas células formadoras de sangue.

Nesta doença, certas células precursoras precoces na medula óssea que geralmente se desenvolvem em glóbulos brancos não amadurecem adequadamente, permanecendo “congeladas” como células primitivas, incapazes de diferenciar e amadurecer ainda mais.

Estas podem acumular-se e causar contagens sanguíneas baixas que reduzem a capacidade de combater infeções, e baixas contagens de plaquetas que causam risco de hemorragia ameaçadora à vida.

As células estaminais da leucemia – as progenitoras das células sanguíneas imaturas e cancerígenas – propagam a leucemia mieloide aguda, e também desempenham um papel na recidiva do cancro após o tratamento.

Investigadores estão interessados em saber de que forma os genes são expressos nessa população de células, porque esses dados podem conter pistas para a resistência às terapias padrão e respostas para o porquê de alguns pacientes recaírem.

Um estudo apresentado no 60º Encontro Anual da Sociedade Americana de Hematologia, em San Diego, analisou os padrões de resposta a fármacos de células estaminais e células blásticas retiradas de pacientes individuais com diagnóstico de leucemia mieloide aguda.

As informações foram recolhidas por meio de triagem de alto rendimento, um método de última geração para avaliar e testar rapidamente muitas amostras.

Os investigadores descobriram que as células estaminais da leucemia e as células “congeladas” divergiram nos padrões de suscetibilidade aos fármacos, e também que esses padrões diferiram de paciente para paciente.

A equipa multidisciplinar do projeto incluiu biólogos, hematologistas, oncologistas, patologistas, cientistas da computação, farmacêuticos e outros.

No estudo laboratorial, os investigadores compararam a sensibilidade aos fármacos das populações de células blásticas e células estaminais retiradas dos mesmos seis pacientes.

Ao fazer isso, testaram um painel personalizado de medicamentos, agentes direcionados e combinações de fármacos nas células, e fizeram análises genéticas para 194 mutações.

O painel incluiu medicamentos aprovados e investigados pelo regulador de saúde norte-americano (FDA).

Os padrões únicos de suscetibilidade a fármacos observados nas células estaminais da leucemia e nas células blásticas levaram os investigadores a acreditar que abordagens específicas ao paciente podem ser desenvolvidas contra a leucemia mieloide aguda, com o objetivo de melhorar os resultados para pessoas com esse tipo de cancro.

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