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Estudo explica o que são cuidados paliativos no cancro pediátrico e como podem melhorar o dia a dia

Um estudo liderado pela Mass General Brigham for Children (EUA) sugere que uma abordagem mais proativa, com apoio de tecnologia, pode ajudar a melhorar a qualidade de vida de crianças com cancro pediátrico avançado.

Os resultados, publicados no Journal of Clinical Oncology, analisaram a intervenção PediQUEST Response, que combina monitorização eletrónica semanal de sintomas com cuidados paliativos pediátricos especializados.

O que foi feito no estudo

O ensaio clínico acompanhou 154 crianças com dois ou mais anos, em cinco centros de oncologia pediátrica nos Estados Unidos (EUA).

  • Grupo controlo: cuidados oncológicos habituais e consultas de rotina.
  • Grupo intervenção: cuidados habituais + PediQUEST, com recomendações personalizadas (farmacológicas e não farmacológicas) com base nos sintomas reportados semanalmente pelas crianças e pelos pais/cuidadores, através de questionários eletrónicos.

Após 16 semanas, crianças e pais/cuidadores no grupo intervenção reportaram melhorias mais evidentes na qualidade de vida face ao início do estudo. O grupo controlo também apresentou melhorias, mas mais pequenas.

O texto refere que, apesar dos ganhos, a melhoria não atingiu o limiar de “diferença mínima clinicamente importante”. Ainda assim, os autores consideram que esta estratégia oferece um caminho relevante para reduzir sintomas como dor, náuseas e fadiga, que por vezes são aceites como “parte inevitável” do cancro.

Afinal, o que significam cuidados paliativos neste contexto?

Numa entrevista associada ao estudo, Joanne Wolfe explicou que, neste trabalho, cuidados paliativos significam apoio prestado por uma equipa especializada e interdisciplinar, normalmente composta por:

  • médico
  • enfermeiro ou enfermeiro especialista
  • assistente social

O objetivo é acrescentar “uma camada extra” de suporte ao acompanhamento do oncologista, focando-se no bem-estar da criança e da família durante uma doença grave, e complementando os cuidados da equipa de oncologia com atenção a outras dimensões da experiência da doença.

Wolfe sublinha ainda que estes especialistas também apoiam crianças em fim de vida quando necessário, mas que muitas crianças acompanhadas por cuidados paliativos – em cancro e noutras doenças – podem viver e sobreviver a longo prazo. Ou seja, a intervenção não se resume ao fim de vida: aplica-se ao contexto de doença grave, quando há necessidade de suporte adicional.

Fonte: Cure Today

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