Robin Dood, uma mãe do estado do Kentucky, nos Estados Unidos, está a trabalhar em prol da consciencialização para o cancro infantil, depois de ter perdido o seu filho no ano passado.
Já se passaram 14 meses desde que Bruce, de apenas 5 anos, foi diagnosticado com cancro.
“Naquela altura”, diz Robin, “tudo na minha vida mudou, do dia para a noite”. Eu olho para as fotografias tiradas naquela época, à procura de sinais, e nada…não havia nada que indicasse que o meu filho tinha cancro.”
Bruce foi diagnosticado com glioma pontino intrínseco difuso, também conhecido como GPID, uma forma mortal e agressiva de cancro que começa no tronco cerebral e que tem uma taxa média de sobrevivência de apenas 9 a 12 meses.
Em apenas 8 meses, a luta de Bruce chegou ao fim.
“Fizemos tudo o que podíamos para salvar o Bruce mas não conseguimos”, diz, emocionada, Robin.
“Foi enquanto processávamos os nossos sentimentos, a nossa perda, que percebemos que tínhamos de fazer alguma coisa.”

Enquanto pesquisavam sobre qual seria o próximo passo, a familia Dood encontrou a The Cure Starts Now, uma organização com mais de 10 anos que foi criada para ajudar a encontrar uma cura para o GPID.
Ao longo da sua existência, esta organização já angariou mais de 12,5 milhões de dólares (cerca de 11 milhões de euros) que serviram para financiar pesquisas que procurem uma cura para o GPID.
Assim, e em homenagem ao pequeno Bruce, Robin criou na sua cidade natal, uma sucursal da The Cure Starts Now, no dia em que se celebrava o Dia Internacional da Criança com Cancro.
“Queremos aumentar a consciencialização para esta doença, mas queremos mais. Queremos fundos para ajudar nas pesquisas, queremos apoiar as famílias que estão a passar pelo que nós passámos”, confidenciou Robin.
“Sentir que estamos a ajudar a encontrar uma cura para esta doença, conforta-me. Faz-me pensar que a morte do meu filho não foi em vão.”
Fonte: WKYT