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Sobrevivente de cancro infantil reencontra enfermeira favorita 30 anos depois

Uma sobrevivente de cancro infantil reencontrou a enfermeira que lhe “mudou a vida”, 30 anos depois de ser diagnosticada com um cancro. 
Liz Brown, uma americana de 43 anos, fez um apelo no Twitter para encontrar a enfermeira Debbie Bye, que cuidou dela em 1989, quando Liz, na altura com 14 anos, foi diagnosticada com cancro. 
A procura pela enfermeira tornou-se viral, tendo sido partilhada por milhares de pessoas, antes de ser vista pela pessoa que as colocou em contato.
“O meu prognóstico era muito complicado, supostamente não iria viver mais 5 anos, mas o que é certo é que agora tenho 43 anos e 3 filhos”, disse Liz, que ainda hoje se recorda do que sentiu quando, no dia do seu 14º aniversário, lhe disseram que ela sofria de um osteoblastoma agressivo. 
De imediato, Liz sentiu uma ligação com a enfermeira Debbie: “ela pode ter pensado que estava apenas a fazer o seu trabalho, mas para mim foi muito além disso. Eu lembro-me de ver a Debbie a trabalhar e, mesmo doente, sentia-me tão inspirada pela maneira como ela fazia as coisas”, recorda Liz. 
“Ela era adorável e foi ela que me inspirou a trabalhar com crianças. Quando eu iniciei a procura pela Debbie foi precisamente para lhe agradecer por tudo aquilo que ela fez por mim, por me ter mostrado que as crianças são crianças, não importa o que esteja errado com elas”, contou, emocionada, Liz, que hoje em dia trabalha com crianças com autismo e deficiências auditivas.
Com o passar dos anos, Liz recorda-se de se questionar por onde andaria a sua enfermeira preferida e se ela ainda pensava na pequena paciente. “Quando eu comecei a ficar melhor, a única coisa que queria era esquecer que tinha tido cancro. Naquela época, a radiação era ainda mais dolorosa. Mas nunca me esqueci da Debbie”. 
Quando a enfermeira, agora reformada, descobriu que a sua antiga paciente estava à sua procura, chorou de alegria, pois ficou a saber que a menina ainda estava viva.
“Estar lá quando Liz recebeu o diagnóstico é algo que eu nunca esquecerei”, disse Debbie. “Ela era uma adolescente em negação e ao longo dos anos eu sempre me questionei o que teria acontecido com ela, até que cheguei à conclusão que ela deveria ter falecido”. 
Agora que sabem da existência e do paradeiro uma da outra, as duas mulheres planeiam encontrar-se o mais rapidamente possível. Pelo meio, já existiram muitas chamadas e choros de alegria. 
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