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Estudo avalia riscos e benefícios de ensaios de fase I em crianças

Uma investigação realizada pela Universidade McGill, no Canadá, analisou os efeitos de ensaios clínicos de fase I que avaliam tratamentos para o cancro pediátrico. 
Publicado na PLOS Medicine, o estudo mostrou que, em média, uma em cada 10 crianças inscritas nestes ensaios melhoram após o primeiro tratamento e que uma em cada 50 acaba por falecer devido a complicações relacionadas com o fármaco. 
Os ensaios pediátricos da fase I são fundamentais para estabelecer a segurança e a administração de medicamentos contra o cancro infantil. As regulamentações nacionais e internacionais estabelecem limites ao risco permitido de pesquisas que envolvem menores de idade. 
No novo estudo, os investigadores analisaram estudos de cancro pediátrico de fase I publicados entre 2004 e 2015. No total, foram identificados 170 estudos que envolveram 4 604 pacientes e reunidas as taxas de resposta objetiva e a ocorrência de efeitos secundários relacionados com os medicamentos testados. 
“Os nossos dados, juntamente com uma análise ética cuidadosa, fornecem uma base empírica para novas discussões sobre o estatuto terapêutico dos testes de fase I em crianças”, afirmam os autores.
No geral, a taxa de resposta entre todos os ensaios foi de 10,29% e a taxa global de eventos fatais foi de 2,09%. 
Os números estão em sintonia com as taxas observadas em ensaios clínicos de fase I realizados em adultos com cancro. 
Os autores apontaram algumas limitações ao estudo, como a heterogeneidade nos tipos de cancro avaliados e tratamento nos ensaios incluídos ou a dependência apenas de dados publicados. 
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