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Sobreviventes de cancro ósseo na infância em maior risco de ter problemas de memória e aprendizagem

Os adultos que sobrevivem um osteossarcoma (tipo de cancro ósseo) na infância têm um maior risco de sofrer de problemas de aprendizagem e memória. 
As conclusões surgem de uma pesquisa do Hospital St. Jude, nos Estados Unidos, que descobriu que estes problemas também afetam capacidades como a leitura, a atenção e a velocidade de processamento, o que pode afetar o percurso escolar ou a carreira profissional. 
Os pesquisadores sublinham que o risco está relacionado, em parte, aos problemas cardíacos crónicos e a outras condições de saúde que podem desenvolver-se após o cancro.
O estudo incluiu 80 sobreviventes de osteossarcoma e 39 voluntários tratados em St. Jude. Os sobreviventes tinham, em média, 39 anos, e quase 25 anos de diagnóstico. 
“Os avanços de tratamento têm contribuído para aumentar a sobrevivência a longo prazo para pacientes pediátricos com osteossarcoma de 20 por cento em 1970 para cerca de 70 por cento atualmente”, no entanto, até à data, “pouco se sabia sobre o funcionamento cognitivo de adultos sobreviventes ou a sua qualidade de vida”, disse Kevin Krull, do Centro de Epidemiologia e Controlo do Cancro em St. Jude. 
“Os resultados destacam a necessidade de um acompanhamento precoce e continuado de sobreviventes, em particular da saúde cardíaca e funcionamento neurocognitivo”, reforça o especialista na revista JAMA Oncology.
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