Uma equipa internacional de bioengenheiros criou um dispositivo portátil que permite realizar a contagem dos glóbulos brancos em tempo real, com recurso a um sensor ótico que deteta e quantifica estas células através da pele, sem recorrer a exames de sangue.
O sistema também poderá ser utilizado para detetar infeções graves, por exemplo, em pacientes sujeitos a quimioterapia agressiva que ficam com as defesas em baixo, ou na prevenção da septicemia.
Um dos investigadores envolvidos no estudo, o cientista espanhol Carlos Castro, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, explica que este sensor contém um algoritmo e foi especialmente projetado para ser utilizado em pacientes submetidos à quimioterapia, sobretudo em casos de linfomas e leucemia, para que os médicos possam conhecer os níveis do sistema imunitário em tempo real, permitindo adequar e maximizar as doses de tratamento para cada doente sem comprometer o seu sistema imunitário.
À semelhança do que acontece com os diabéticos, que têm um medidor para controlar os seus níveis de glicose, os doentes submetidos a quimioterapia podem utilizar no futuro, um 'leukometro', para avaliar o estado das suas defesas.
Carlos Castro acrescenta que a capacidade para personalizar a quimioterapia pode assim ser dada pela resposta imune de cada paciente, a fim de “melhorar a eficácia da terapia e reduzir o risco de infeções graves”.