Joaquim Abreu de Sousa, presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), sublinha que, em Portugal, o tratamento dos doentes oncológicos está no “vermelho” ao nível da assistência porque as unidades de saúde estão a tratar doentes “no limite”.
As declarações de Joaquim Abreu de Sousa foram dadas no âmbito da sua audição na Comissão Parlamentar da Saúde, onde esteve a pedido do PS depois de ter afirmado, em março, que algumas cirurgias a doentes com cancro teriam sido adiadas devido à falta de camas.
Carla Rodrigues, deputada do PSD, considerou as afirmações do responsável “alarmistas”, mas Joaquim Abreu de Sousa reforça que “a gravidade está demonstrada nos relatórios do Governo” e sublinha que os dados são “indiscutíveis”.
O médico, também diretor do serviço de cirurgia do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil do Porto (IPO do Porto), reforça que “a sociedade tem de decidir se este é ou não um assunto prioritário, se a principal causa de morte em Portugal deve merecer mais verbas ou não”.
O especialista reiterou ainda que a falta de camas impediu que 266 doentes fossem operados em 2014, embora as equipas estivessem disponíveis.