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Especialistas alertam que políticas na UE travam tratamentos oncológicos em crianças

As políticas europeias devem ser alteradas para permitir que mais ensaios de fármacos contra o cancro possam salvar a vida de crianças, sublinham especialistas do Instituto de Pesquisa em Cancro do Reino Unido (ICR, na sigla em inglês), que defendem que o sistema atual não incentiva as farmacêuticas a investir nesta área.
De um total de 28 novos medicamentos contra o cancro aprovados desde 2007 na União Europeia para tratar adultos, 26 poderiam ser usados em crianças, mas 14 não puderam ser testados nestas faixas etárias.
O ICR defende, por isso, uma revisão das políticas de saúde europeias nesse sentido, lembrando que é essencial “que os tratamentos de cancro inovadores sejam testados não só em adultos, mas também em crianças, sempre que o mecanismo de ação do composto possa ser eficaz”.
Alan Ashworth, presidente-executivo do ICR, sublinha que a Comissão Europeia está a estudar a possibilidade de mudar as suas diretrizes e defende que a CE não deve conceder isenções às empresas farmacêuticas que produzam apenas tratamentos para o cancro dirigidos aos adultos.
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