A escassez de dadores de sangue é um problema comum que pode conhecer em breve uma solução, segundo as conclusões de uma pesquisa norte-americana liderada pela investigadora portuguesa Sandra Pinho.
A cientista, que trabalha no Colégio Albert Einstein, em Nova Iorque, identificou uma população de células estaminais hematopoiéticas humanas, que dão origem a todas as células do sangue – plaquetas, glóbulos vermelhos ou brancos -, que pode solucionar o problema da escassez de dadores de sangue e facilitar o tratamento de doenças associadas ao sangue, como leucemias e anemias crónicas.
De acordo com o artigo que será publicado na próxima segunda-feira, 1 de julho, na edição impressa do Journal of Experimental Medicine, a descoberta poderá não só contrariar a tendência decrescente do número de dadores de sangue disponíveis, mas também beneficiar os casos em que é necessário transplantar diretamente as células estaminais hematopoiéticas para renovar todo o sistema sanguíneo.
As células estaminais hematopoiéticas presentes na medula óssea existem num número relativamente reduzido, mas a recente descoberta abre caminho para um novo mecanismo que possibilita a produção em série destas células em laboratório.
“No futuro, esperamos conseguir, em laboratório, expandir o número de células estaminais do sangue em quantidades suficientes para ajudar doentes hematológicos que necessitam de transfusões ou transplantes da medula óssea”, sublinhou Sandra Pinho.