O projecto nasceu há 17 anos para dar apoio a doentes oncológicos e hoje está presente em todos os serviços de internamento e ambulatório não urgente. O objetivo? Amenizar o sofrimento de crianças e adolescentes doentes, proporcionando-lhes momentos felizes, de animação e convívio.
Atualmente, o serviço é coordenado pelas assistentes sociais Rosa Gomes, Carla Domingues e Gabriela Zagalo, a educadora Dulce Cruz e o enfermeiro Luís Silva.
Todos os anos, o Hospital Pediátrico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) recebe cerca de 100 novos voluntários, que se unem às várias dezenas de voluntários que permaneceram dos anos anteriores. Segundo Luís Silva, os voluntários “assumem o compromisso de vir uma vez por semana”.
Mas desengane-se quem pensa que um trabalho de voluntariado é fácil; por esse motivo, os coordenadores aconselham os voluntários a “experimentarem” diferentes serviços, primeiro por uma questão de aprendizagem, e depois para aprenderem a estabelecer limites, entre a afetividade, que é necessária para um serviço destes, e o envolvimento pessoal, que pode trazer sofrimento aos próprios voluntários.
“Há situações muito complexas (…) deve-se estabelecer uma relação, mas evitar “levar para casa as preocupações”, alertam os coordenadores.
Como a grande maioria dos voluntários são jovens universitários, todas as semanas a equipa de coordenação reúne-se para avaliar o trabalho desenvolvido com as crianças e as famílias, de forma a “supervisionar e dar algum apoio”. Um dos lemas mais ouvidos pelos voluntários é “se podemos, devemos ajudar”.
As inscrições para o voluntariado acontecem em setembro e devem ser feitas junto da Câmara Municipal de Coimbra, na Divisão da Acção Social e Família ou da Associação Acreditar em Coimbra.