Mais de um terço dos pedidos de estatuto de medicamento órfão foram recusados em 2016, disse o presidente do Comité de Medicamentos Órfãos, Bruno Sepodes, acrescentando que a percentagem de recusas à atribuição deste estatuto “é significativa”.
Segundo revelou o responsável, só em 2016, mais de um terço dos candidatos não obteve esta classificação.
“Há muito a ideia de que é muito fácil ser-se um medicamento órfão, mas isso é um erro. No ano passado, não concedemos o estatuto com base no benefício significativo a 36% dos candidatos, o que é um valor significativo”, afirmou o responsável.
Bruno Sepodes referiu ainda que “não é fácil ser-se medicamento órfão”, mas também “não é fácil manter esse estatuto”, que pode ser questionado.
Desde 2000, o Comité dos Medicamentos Órfãos já avaliou 2 714 pedidos de designação de medicamento órfão, tendo sido concedidos 1 805.