O número de dadores e de dádivas de sangue em Portugal tem vindo a diminuir drasticamente desde há cinco anos.
A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue afirma que a descida começou no final de 2010, em muito devido ao fim da isenção das taxas moderadoras nos hospitais para os dadores, e que se manteve até ao final do ano passado.
Os dados disponibilizados pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) confirmam o fenómeno: se em 2009 o instituto recebeu cerca de 250 mil dádivas, em 2015 o número fixou-se nas 193 716.
Apesar dos dados, Hélder Trindade, presidente do IPST, garante que não há motivo para alarme. “Sabemos que o número de dádivas consumíveis está a diminuir, mas não tem havido qualquer problema porque o consumo de sangue também baixou”.
“A gestão do sangue tem que ser feita em função daquilo que é necessário e, felizmente, estamos com bons níveis de reservas”, destacou ainda Hélder Trindade.