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Quimioterapia aumenta problemas cognitivos em sobreviventes de leucemia infantil

Um estudo do Hospital de Pesquisa Infantil St. Jude, nos Estados Unidos, conclui que os tratamentos apenas com quimioterapia para tratar o cancro pediátrico também promovem maior risco de as crianças virem a sofrer problemas de atenção e de aprendizagem que persistem após o fim do tratamento.
A equipa avaliou crianças diagnosticadas com leucemia linfoblástica aguda (tipo de tumor que afeta o sangue) no início, final e dois anos após o tratamento. A pesquisa assume-se como a maior e mais abrangente avaliação de resultados neurocognitivos em crianças sobreviventes tratadas com um regime de monoterapia com quimioterapia intensiva e/ou em combinação com radioterapia craniana.
No seu relatório publicado no Journal of Clinical Oncology, a equipa explica que dois anos após o fim dos tratamentos, os sobreviventes apresentavam um desempenho esperado para a idade ao nível da inteligência, aprendizagem e memória, mas estavam em maior risco de sofrer com problemas de atenção e dificuldades de aprendizagem.
Lisa Jacola, uma das investigadoras, reforça que as crianças diagnosticadas antes dos 5 anos e as que receberam quimioterapia mais intensiva apresentavam riscos superiores de problemas cognitivos.
A especialista sublinha que as terapias usadas atualmente no tratamento do cancro infantil têm contribuído para diminuir os deficits neurocognitivos relacionados com o tratamento, mantendo elevadas taxas de cura, mas lembra que, embora 90% dos jovens sobrevivam uma década após o diagnóstico, muitos permanecem em risco de sofrer de problemas de atenção e velocidade de processamento, motivo pelo qual defende a necessidade de intervenções precoces, a fim de reduzir ou evitar tais dificuldades.
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