Pesquisadores norte-americanos dizem ter descoberto um mecanismo usado pelos tumores cancerígenos que os torna resistentes à radioterapia.
Os cientistas da Escola de Medicina de Icahn concluem que um tipo específico de células imunitárias, as chamadas células de Langerhans, é ativado quando a massa tumoral é afetada pela radioterapia, o que permite ao tumor reparar os danos no ADN provocados pelo tratamento, impulsionando a sua resistência ao tratamento com radiações.
Para travar o mecanismo, os investigadores simularam o efeito de fármacos imunoterápicos, denominados por “inibidores de ponto de verificação do sistema imunológico”, para levar o sistema imunológico a atacar os tumores, o que permitiu bloquear a capacidade das células de Langerhans em reparar o ADN tumoral, resultando na morte das células tumorais.
O estudo publicado na revista Nature Immunology conclui ainda que as células de Langerhans conseguem resistir a doses letais de radiação porque expressam níveis elevados de uma proteína envolvida na resposta ao stress que promove a reparação do ADN após os tratamentos com radioterapia.