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Prémio Nobel da Química acredita que cancro deverá tornar-se doença crónica

O cancro poderá, no futuro, vir a ser tratado como uma doença crónica, defende Tomas Lindahl, um dos três investigadores distinguidos este ano com o Prémio Nobel da Química pelos estudos dos mecanismos que permitem a reparação de ADN. 
O sueco Tomas Lindahl explicou, em declarações à agência espanhola Efe, que “um dos objetivos do nosso campo de investigação” é precisamente a cura do cancro, numa ótica de que ele se venha a tornar uma doença crónica, à semelhança do que acontece com a diabetes.
O investigador considera que ainda não é possível avançar com um prazo para atingir esse objetivo, uma vez que existem diferentes tipos de cancro, cada um com as suas especificidades.
“Há alguns que podemos curar ou regredir, mas há outros, como o cancro do pâncreas, que ainda não entendemos e que ainda é uma doença muito perigosa”, por isso um dos principais objetivos da comunidade científica passa por perceber “porque é que alguns tipos de cancro não respondem bem aos tratamentos” e, com este conhecimento, criar novos medicamentos e melhores tratamentos.
O júri defendeu que os trabalhos premiados “fornecem um conhecimento fundamental sobre como funciona uma célula viva e podem ser usados, por exemplo, no desenvolvimento de novas terapias contra o cancro”.
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