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SNS precisa de 100 médicos oncologistas

Cerca de 54 mil novos casos de cancro vão surgir em Portugal nos próximos quatro anos e, para fazer face ao previsível aumento do número de doentes oncológicos, são necessários, pelo menos, mais 100 médicos oncologistas para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) até 2019, além dos 193 especialistas já existentes.
A conclusão é do grupo de trabalho que apresentou ao Ministério da Saúde a revisão da Rede Nacional de Especialidade Hospitalar e de Referenciação na área da Oncologia Médica.
“Vamos tendo capacidade de resposta, mas, para manter a qualidade dos cuidados e suprimir as necessidades, devido ao aumento de novos casos, são necessários mais 100 oncologistas”, afirma Nuno Miranda, coordenador do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas.
Dos 193 oncologistas em funções, 158 exercem a sua profissão no serviço público e 35 no privado.
A saída de oncologistas do SNS para o setor privado, bem como a aposentação antecipada e a fuga para o estrangeiro acentua a falta de médicos especialistas nos hospitais do setor público, alerta Nuno Miranda, acrescentando que o número de médicos internos que termina a formação na especialidade nos próximos anos não será suficiente para responder às necessidades.
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