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Especialistas debatem possível alteração das ementas escolares

Vários especialistas defendem que as ementas das escolas e das cantinas universitárias ou dos lares devem ser revistas, a fim de promover um menor consumo de carne processada.
O alerta surge na sequência do relatório divulgado recentemente pela Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC), da Organização Mundial de Saúde (OMS), que colocou as carnes processadas no grupo 1 da lista de classificação dos agentes que provocam cancro.
Helena Gervásio, presidente do colégio da especialidade de Oncologia da Ordem dos Médicos, revelou ao jornal Sol que esta questão é sobretudo importante no que diz respeito às crianças e aos adolescentes que “são particularmente vulneráveis a estes produtos”, não só por serem grandes consumidores de carnes processadas, como salsichas em lata ou fiambre, mas porque “o seu corpo está em transformação e os efeitos de um consumo exagerado podem ter consequências no seu desenvolvimento”.
A especialista defende uma redução na quantidade de carnes processadas e um aumento do consumo de sopa, de vegetais frescos e de frutas nas dietas das crianças.
Ricardo da Luz, oncologista do Hospital dos Capuchos, sublinha ainda que “a melhor solução é mesmo diversificar a alimentação de forma a reduzir o consumo de carne processada”.
Perante as recentes conclusões, Graça Freitas, subdiretora-geral da Saúde, salienta que, embora as ementas das escolas já reflitam muitas das preocupações apontadas pela IARC, a Direção-Geral da Saúde (DGS) vai avaliar a situação com especialistas, a fim de “perceber se há necessidade de reforçar a mensagem às escolas ou de fazer alterações pontuais nas recomendações”.
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