Um grupo de investigadores da Sociedade para Epidemiologia Ambiental, no Japão, diz ter encontrado fortes evidências que comprovam que as radiações de Fukushima contribuíram para aumentar a incidência de cancro da tiroide entre as crianças que vivem perto do local do acidente nuclear.
O estudo avaliou 370 mil crianças da região e concluiu que estas apresentavam um risco 20 a 50 vezes superior de desenvolver cancro da tiroide, em comparação com as pessoas que vivem em qualquer outra parte do mundo.
Um relatório publicado em agosto de 2015, o mais recente até à data, refere que 137 daquelas crianças foram diagnosticadas com cancro da tiroide ou tinham uma grande probabilidade de vir a sofrer da doença, o que representa um aumento de 25 novos casos em comparação com 2014.
Toshihide Tsuda, médico responsável pela investigação, refere que os dados são esclarecedores, pois, em todo o mundo, a cada ano, apenas uma ou duas crianças num milhão desenvolvem este tipo de tumor.
Perante os resultados, a equipa espera agora conseguir contrariar os consensos médicos atuais que indicam a impossibilidade de associar cientificamente o acidente de Fukushima a um caso individual de cancro.