Um grupo de pesquisa norte-americano tem vindo a desenvolver um biosensor que pode ser implantado no paciente e que permite enviar informações em tempo real sobre a evolução dos tumores e a sua resposta aos tratamentos.
A equipa do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) explica que o dispositivo fornece leituras sobre o estado do tumor, dando a possibilidade aos profissionais de saúde de poderem fazer uma monitorização cuidada dos doentes, permitindo alterar a dosagem terapêutica e, desta forma, reduzir os efeitos secundários desnecessários.
Michael Cima, autor sénior do estudo, explica, num artigo publicado na revista Lab on a Chip, que o biosensor avalia dois biomarcadores – o pH e o oxigénio dissolvido.
Estes fatores permitem saber a resposta do tumor aos tratamentos, pois quando a quimioterapia começa a surtir efeito, o tecido do tumor assume um pH mais ácido. O oxigénio dissolvido, por seu lado, ajuda os médicos a determinar a dose apropriada do tratamento, já que os tumores prosperam em condições com baixos níveis de oxigénio (hipóxia).
O dispositivo foi testado em ratos e os testes mostraram que os sensores poderiam enviar dados rápidos, precisos e fiáveis sobre o pH e a concentração de oxigénio no tecido.
No futuro, os cientistas do MIT esperam poder avaliar a sua eficácia na medição do pH ao longo de períodos mais longos, a fim de perceber se o biosensor terá capacidade para monitorizar a saúde dos pacientes ao longo de muitos anos.